Parte 1 – Acordes nas trevas
Estados Unidos
Califórnia, Sacramento
Oito dias depois…
Trevas das sombras, emoção que sustenta minha alma.
Alma nas trevas, sonho que rende minha vida para o pânico.
Pânico entre o rio das almas, pesadelos de gritos e choro.
Tanto para ensinar, tanto para aprender.
Aquele que não sabe nadar, desesperado tenta a margem voltar.
Seja no rio raso, seja no oceano profundo, nada como o abismo.
Apenas a alma imensa pode tentar. Mas nunca vai entender.
Seu tempo passou, suas trevas estão mortas, porque insistir.
Para que buscar sonhos, sombras, emoções, pânico e tanto mais.
Apenas Zumbis. Nos segue pela escuridão.
Gentil fada que eu deixei cair no chão.
Tenra menina dos olhos cor de caixão.
Maldita sina desgraçada, então, que venha a paixão.
Morra com alegria no coração.
Tenha memórias escritas em sangue.
Sangue afogado na paixão.
Capitulo 1 – UM DIA COMO OUTRO QUALQUER?
Outro dia, outra aula, outros acontecimentos, mesma rotina.
Uma manha normal na escola para Aaron Heights, um adolescente bem comum, simpático, inteligente e educado.
Quem sabe o que quer na vida, mesmo sendo um adolescente sabe que, vampiros, monstros e essas coisas do cinema, são apenas historias para dar uma emoção a monotonia da vida. Certo?
Afinal, quem disse que os vampiros existem? Isso é conversa!
Escola Superior Jackson Hill, Sacramento.
Aaron Height se encontra com a habitual turma, vão andando para o ponto de ônibus escolar, apesar dos progressos sociais, certos hábitos ainda não mudaram, embora ele ache muito idiota adolescentes precisarem de ônibus amarelos para ir para a escola. Preferia ir a pé ou de carona, mesmo que fosse para acordar mais cedo, pois o seu irmão não espera ninguém.
Pensamento compartilhado com todos.
“Cara, pra que a gente precisa de ônibus? Somos idiotas por acaso?” – Reclama Lancy Wally.
“Concordo, mas muda a musica, essa já ficou velha.”
“Aaron. Você entendeu aquela coisa de matemática de ontem? Como que droga isso vai me ajudar a ser um…” – Aaron interrompe. “Página 85 do livro, eu resolvi lá, é só olhar. Alias é ate simples, mas fica difícil quando você fica brincando dom o celular na aula, cara!”
Aaron só tem um problema que ele considera sério.
Não é um boboca que tem medo de mulher, sabe como conseguir namorada, é inteligente, se da bem com os “garotos problemas” na escola, não perturba ninguém e ninguém pega no seu pé, pelo menos, não o suficiente para ele ter raiva e resolver usar uma automática para resolver os problemas com os colegas assim, ele tomou atitudes menos radicais.
O grande problema de você saber e conseguir uma garota. É justo com garota certa.
É preciso uma boa dose de coragem e ousadia para negar o medo e a timidez. Quando você faz e pensa demais, está cometendo um sério erro.
Você tem que conversar com a menina, e elas esperam que você tenha essa iniciativa, não espere que a garota caia no seu colo, isso não acontece.
E quando o problema é o contrario?
“Lá vem o recolhe-crianças. Ei piralhos! Todos pra dentro e peguem suas lancheiras, lembrem-se dos beijinhos para a mamãe.” – Um engraçadinho resolve fazer comedia e ninguém gosta. Aaron entra e escolhe um lugar qualquer.
Quando você ama de verdade, é aquela sensação que parece que o coração está pegando fogo, está em brasas ardentes, parece um sol. Você sente que vai explodir, e gosta disso. Fica suspirando, quando é assim, é muito pior do que ser tímido ou ter medo de tomar um não.
É o medo de não saber a hora certa para investir na garota que você gosta.
Logo a turma está entrando na escola, brincadeiras bestas de garotos, Aaron sai de todas elas sem pensar. Afinal praticar artes-marciais sempre foi útil mesmo. Ele nunca mais bateu em ninguém depois da surra que deu em William Boyne.
Embora, na verdade, quase que o matou!
Para evitar problemas com a policia, no dia seguinte, seu mestre de luta e os pais de ambos os brigões, tiveram uma séria conversa com o diretor. Hoje William é um aluno que faz aulas de luta, mas ele não passa perto de Aaron, embora ele tenha pedido desculpas por isso. William disse que ficou devendo uma humilhação, como um mau menino.
Um grupo juntou-se perto da entrada, encontrando as garotas.
“Alguém a viu? Rob? Cadê? Nada?” – Aaron esperava uma resposta positiva.
“Calma irmão, meus contatos confirmaram, ela vai passar aqui, fica calmo”
Rob não imaginava a tensão de Aaron, ontem ele resolveu se abrir para seu irmão mais velho, Wilber.
Do que adianta saber chegar nas meninas, se naquela que realmente se gosta, fica com crises de segurança? Ele ate terminou o namoro com Allice para isso. Wilber escutou atentamente seu irmão caçula e explicou algumas estratégias.
Aaron Esperava que isso desse certo.
Logo, surge a garota que Aaron está perdidamente apaixonado.
Robin Bacarnozi.
Uma jovem de cabelos castanhos, curtos, mas com estilo invejado por outras alunas. Ela gosta de roupas colantes, e por cima, usa um estilo de roupas soltas, tipo ombro caindo, cintos, saias bem soltas. Fora enfeites, parece ate mesmo, um tipo de nova modelo, testando tendências para daqui a uma década.
Aaron está a seis meses conversando e conhecendo ela, estar junto era o suficiente, agora, depois de conhecer melhor Robin, tem certeza, ou quase, que ela acha ele uma pessoa muito bacana, um bom amigo, hora de virar isso em um sentimento mais profundo.
Amor é assim, Aaron não entendeu, começou a achar e garota muito atraente, daí ficou interessado, começou a gostar e conversar com ela, quando percebeu, estava perdidamente apaixonado, sua sorte foi que ela teve um problema com a mãe e ficou fora da escola dez dias, mas voltou e deu tempo para por a cabeça no lugar.
Ela vinha andando em direção ao grupo que Aaron estava. Era hora de ver se o plano do seu irmão ia dar certo.
“Vamos lá Tonny, é com você agora. Hora de pagar sua divida!”
“Vai ser os 50 mais fáceis de pagar da minha vida!” – Tonny era um colega que Aaron ajudou ele a conquistar sua atual namorada, o chato e que ela se mudou dois meses atrás, ainda falam usando a internet. Ninguém é perfeito.
Robin se aproxima, sempre andando com Michelle e Samantha.
“Salve meninas! Hora de pagar o pedágio do Tonny!”
“Há? Pedágio? Vai me dizer que você começou a vida de gangues, Tom?” – Robin acrescenta um charme bem típico, o que faz Aaron quase querer correr.
“Claro! Veja bem… Eu estou devendo uma grana pra um desses cavalheiros aqui!” – Seu tom brincalhão fez todos ficarem descontraídos.
“Só que um deles, que eu não vou dizer que é o nosso simpático Aaron Heights, que esta muito a fim de convidar a nossa linda Robin aqui, para sair e essa coisa toda. Mas como isso é uma mentira, e alguém aqui a minha esquerda quer convidar alguém aqui à direita, as senhoritas vão me dar seus números de celulares aqui nesse papelzinho, eis a caneta, para eu poder passar os dados e a escolhida receber a cantada. A casa aqui não garante que os senhores vão tomar um fora das madames, sabem como é, reclamações demandam muito tempo, ISO 9000, essas formalidades técnicas.” – Seu modo brincalhão fazia todos rirem, e Aaron pensava desesperado.
“O que é que esse imbecil está fazendo? Ele acabou de afundar, todo o meu plano de convidar a Robin pra sair, eu mato ele hoje.” – Aaron nota que seu medo parece exagerado, porque as três com belos sorrisos, estão realmente escrevendo os telefones.
Robin escreve e se dirige a Aaron, o que faz seu coração disparar.
“Tem um minutinho Aaron? Quero lhe perguntar uma coisa…” – O lindo sorriso dela faz ele se levantar imediatamente. Ele finge procurar uma coisa na mala pra poder pensar, parar e não ser tão afobado, como Wilber ensinou.
“Desculpa, você me fez lembrar tinha trazido algo, está aqui, era um livro emprestado para devolver.” – Aaron procurou ficar calmo.
“Você lê quantos livros por ano?” – Robin ficou interessada.
“Não muitos, apenas quinze, ando sem tempo.”
“Nossa, eu não consigo ler nem três. Não acho nada que me agrade, sou muito exigente, chata talvez.” – Robin se mostra bem aberta a conversar.
Aaron pensa radiante. “Obrigado irmão! Consegui puxar uma conversa com ela! Sim! Eu te amo cara!”
“Imagina.” – Os dois começam a andar para conversar sozinhos. – “Existem livros de monte, e aquilo de você encontrar a pessoa certa, para recomendar um correto.” – Aaron sente suas pernas firmes e sua cabeça clara, isso ia dar certo.
Robin faz um charminho e um leve sorriso.
“Olha, como seu amigo sabe que tem alguém afim, no nosso pequeno grupo querendo namorar? A Samantha está mesmo interessada em um cara ali” – Desde que não seja eu, pensa Aaron.
“Intuição talvez?”
“Mas quem é! Me diga! Você sabe?” – Robin pergunta.
“Bem, se eu falar, alguém ali me acerta com um meteoro. O cara é muito tímido, já viu, timidez deixa a gente boboca e covarde.” – Ele sente que as idéias do irmão, estão dando certo.
Robin solta a pergunta que ele gostaria de ouvir. “E se fosse eu que estivesse afim de você, por exemplo?” – Chegou à hora. – “O que você ia achar?”
“Bem. Eu não ia achar ruim mesmo…” – Os olhos se cruzaram, como dois diamantes, fogo e chamas se cruzam, num momento muito único. Que foi interrompido.
“TÁ SURDA ROB? OLHA O SINAL!” – Michelle arrasta a Robin.
“ATE DEPOIS AARON” – Ela grita ao garoto.
Aaron tem que se segurar, porque está funcionando. E isso o deixa muito eufórico.
“Cara… Isso que eu chamo de amor, você pegou o peixe sem a isca.”
“Tonny. O que me impede de te matar e o fato que deu certo, você pagou minha divida e eu quero esse telefone, me da!”
“Que telefone?”
“AH?” – Aaron fica assustado.
“Esse aqui, gatinho assustado?” – Rob estava brincando.
Tonny sai correndo ao entregar o papel. Alias todos, porque a aula já ia começar.
Aaron fica muito satisfeito e contente, tem que se lembrar de pagar aquelas pizzas pro seu irmão durante uma semana, mas enfim, o que eram pizzas, comparado a poder conquistar a garota dos seus sonhos?
Durante a aula, as meninas ficam comentando na escola sobre o encontro dos amigos do Tonny, ele não e nada discreto e muita gente ouviu a conversa. Foi o assunto do dia, fora os estudos para as provas dali a duas semanas.
Pouco antes do fim da aula, Aaron que estuda na mesma sala de Robin mandou um torpedo para ela, como seu irmão disse.
“O meu amigo está mesmo afim da sua colega. Ele ta com medo. Mas o Rob resolve. Eu achei curioso seu problema com livros, não quer ir numa livraria comigo, ou cinema? Quem sabe eu não digo quem é o cara afim de Michelle? Aaron. Sim, eu acho que poderia gostar de você.”
Agora é esperar dar certo. Logo era hora da saída.
Após tocar o sinal, o celular de Aaron toca, a contragosto da professora. Era Robin.
“Oi! É a Robin, Aaron, você pode me encontrar perto da entrada da sala de teatro, perto da quadra de basquete descoberta?” – Ela não sabia que seu numero estava na memória do celular dele.
“Claro! Sei aonde é. Chego em 5 minutos. Tchau!”
Ele chegou em dois.
A ansiedade tomou conta, mas ele conseguiu se segurar.
Se lembrou das lições de Wilber, pegue algum interesse dela ou algo que ela seja ruim ou fraca e você seja melhor, então, você cria um elo de interesse. Seja o superior, aos poucos, você descobre como ela funciona e tudo mais, então a conquista ocorre naturalmente.
Ele não podia demonstrar isso. Ainda não era a hora.
“Então aqui estou, vim correndo porque tenho hora com minha mãe, ela nunca me pede favores, ai fica chato eu dizer não.” – Claro que era mentira.
“Bom. Na verdade eu preciso de uma companhia, preciso ver uma coisa na casa abandonada do velho Harley, aquele ex-zelador do parque, perto de estrada de motéis. Meu pai quer saber se existe fixado uma ordem de despejo, ele quer comprar a casa, mas ate a ordem de execução sair, ele não acha que compensa. Você pode vir comigo?”
Era bom demais pra ser verdade, não era um cinema ou outro ligar, mas já ia resolver bastantes coisas.
“Que horas?” – Aaron quis saber.
“Uma hora depois do fim da aula, amanha você pode?”
“Claro. Eu acerto umas coisas em casa hoje, para ficar com o dia livre amanha. Pode ser?”
“Legal, então, ate amanha. Me liga depois da aula ta bom?”
De surpresa, ela da um selinho nele e sai correndo. Foi em direção a um caminhão, era seu pai.
Aaron sente as nuvens no céu e as estrelas mais brilhantes, como o dia estava indo de melhor ao nível de maravilhoso, em tão pouco tempo. Respondeu ao universo, com um esplendido sorriso. Foi para casa quase assoviando.
E não notou uma sombra com sede de sangue, a trinta metros de distancia, observando ele.
Capitulo 2 – UM DIA APÓS O OUTRO.
Wilber ouve atentamente seu irmão. Discute seus erros e atitudes, embora ele esteja fazendo tudo certo. Wilber já e um adulto e está fazendo faculdade, não quis fazer nada longe de casa, para visitar mais a família e pegou uma bolsa em Sacramento, que está investindo em jovens talentos.
“E então Will, o que você acha, o que ela tem na cabeça?”
Wilber pensa e explica.
“Bom, a abordagem do seu amigo foi um tanto idiota pra mim, mas ele levou bem, não entregou ninguém. Sua mensagem foi muito boa. A atitude dela e que não estava no roteiro, então, meu querido irmãozinho. Você tem um problema!”
“Problema? Qual? Vai tudo por água abaixo? – Aaron ficou tão desanimado quanto um cachorro no dia do banho.
“Não sua besta. Você vai se dar bem, alias, eu acho que vai ser rápido, até demais. Tome. – Wilber joga um pacote pro irmão. – “Você vai precisar!”
“PERAI, MAS ISSO AQUI É…”
“Sim. Você nunca né?” – Wilber se espanta.
Aaron ficou sem reação e envergonhado.
“Ah, bem, conseguir paquerar as garotas, não quer dizer que sou um amante profissional, sabe?”
“Calma, calma, não criemos pânico! Felizmente eu tenho a solução. Vamos conversar, para você não trocar os pés pelas mãos na hora do inevitável…”
Os dois irmãos conversaram muito tempo sobre educação sexual.
O dia seguinte parecia muito promissor. Nada como conversas honestas.
Aaron dormiu apenas 3 horas, mas era como se tivesse ido ao céu e voltado, se o irmão estivesse certo, o dia seria excelente.
Aaron vai à escola normalmente.
Novamente o mesmo tipo de coisas, lições, avisos, leitura. Mas a empolgação dele estava muito grande, para se importar com isso, pois, se tudo desse certo, ele teria sua primeira noite de amor logo ao anoitecer.
Ficou feliz apenas se conseguisse namorar Robin, já era um ponto ganho, mas por via das duvidas, prestou muita atenção as dicas do irmão, que já tinha um relacionamento, era noivo e como ele mesmo disse, não queria ver o seu irmãozinho fazer besteira logo no primeiro encontro.
Com o coração parecendo uma ópera, ele chega no ponto de encontro para ir com Robin até a casa abandonada. Um amigo de Michelle, Scott, iria dar uma carona aos dois.
“Certo, eu vou deixar vocês dois na estrada, tenho que ir até San Jose resolver um assunto. Vocês vão conseguir voltar sem problemas?” – Scott fica bem preocupado.
“Sem problemas Scott. Eu peço um taxi, vamos ficar bem. Não vamos correr perigo algum.” – Robin fala bem segura.
“Tudo bem. Combinado então.”- Scott fecha a porta e segue a estrada.
Em três minutos, eles chegam à casa velha, grande e um pouco precária.
“Robin, tem certeza que a essa velharia não vai cair na nossa cabeça?” – Aaron fica bem preocupado com o estado da casa, bem antiga e abandonada por sinal.
“Não precisa. O meu pai quer mesmo saber o estado da casa, vamos?”
Aaron fica nervoso, mas se controla, sabe que ansiedade demais vai atrapalhar, deixa a coisa acontecer, não pense muito, apenas faça. Ambos entram na casa que tem um cadeado velho, Robin tem a chave. Lá dentro eles procuram com cuidado, danos visíveis e sérios. É um trabalho rápido e se sentam num sofá velho, Aaron estica um pano mais limpo para ambos sentarem.
“Acabamos rápido não? – Aaron começa a puxar conversa.
Robin concorda, foi um trabalho bem rápido, pensou em chamar o táxi, mas brincando com o aparelho na mão, olha para Aaron, com um ar inocente.
“Bem, a gente pode ficar conversando sobre os livros, ou outro assunto… Mais interessante?” – Aaron sugere.
Robin olha bem no fundo de seus olhos, o chama para ficar mais perto dela.
“Aaron, eu acho você um cara legal, mas me explica uma coisa?”
“Ah… Sim?”
“Porque você acabou o seu namoro com a Allice?” – Perguntou séria Robin.
“Por quê?” – Isso era completamente inesperado logo no início, mas não imprevisível.
“Bem. A gente viu que não dava certo né, então a gente acabou numa boa.” – Embora seu rosto o estivesse traindo.
“Não foi assim que ela me disse. Ela contou que você estava de olho em mim, pra Samantha, por isso acabou o namoro, é verdade?”
Wilber preparou Aaron para essa situação. Era tudo ou nada. Respirou fundo e foi em frente.
“Lembra que ontem, você disse que não ficaria chateada, se eu fosse o cara que estava querendo o seu telefone?
Robin ficou interessada e se aproximou sutilmente dele. “Claro, o que tem isso?”
“Bem. Era verdade que eu queria o seu telefone.”
“Sim. É o que mais Aaron?”
Vendo a chance, resolveu falar tudo de uma vez.
“Bom… Eu gosto de você, muito. Mas eu não sabia como conversar e falar isso, eu gosto mesmo de você, mas é muito mais do que apenas gostar…”
Ela sorriu e seus olhos brilharam com doçura. E disse com um sorriso branco e perolado.
“Que meigo… Você então fez tudo isso para tentar namorar comigo?”
“Bom. É!” – Seu rosto ficou bobo e vermelho.
“Sabe… Eu gostei disso.” – Robin ficou a centímetros do seu rosto. “Você é um cara muito legal, eu acho, que qualquer garota que queira ficar com você, seria muito feliz.”
Aaron pegou em seus dedos com carinho.
“E se for você, a garota que eu queira fazer feliz?”
“Seria legal, eu acho…” – Robin ficou sem jeito.
“Quer saber como séria?” – Aaron perguntou.
“Quero.” – Robin fechou os olhos. Aaron a abraça e começam a se beijar.
O mundo se tornou algo especial.
A pele dela era muito macia e parecia algodão, um sentimento bom, suave e quente, parecia que entrava na sua alma. Seus cabelos curtos, eram delicados e muito macios. Aaron sentia o coração dela batendo muito rápido. Finalmente estava com alguém que amava, com um sentimento verdadeiro, sufocante, quente e era tão quente no coração, que ardia em chamas.
Mas a noite só estava começando, mais cedo do que se esperava.
E ia piorar rapidamente.
Capitulo 3 – IMPOSSIVEL.
Robin e Aaron se beijavam, como dois amantes que não se falavam por dias, semanas, anos. Uma intensa e profunda relação se construía nesse beijo, intenso, verdadeiro e insaciável.
Aaron pensava em como ela é linda, com olhos que lembravam o universo. Não se arrependia de ter destruído, por mais egoísta que parecesse com Allice. Perdendo o fôlego, sem parar e respirar melhor, se entregava intensamente.
Robin sentia-se feliz, radiante e feliz. Nunca esteve com alguém tão legal, tão sincero e apaixonado. Soube na hora, que os seus dias de fantasia, solidão e mentiras, tinham acabado. Chega de ficar enganando idiotas ingênuos, para fazer algum tipo ou imagem de celebridade ídolo na escola, encontrou o amor da sua vida.
Aos poucos, aquele abraço maravilhoso e a declaração muda de amor e paixão, foram ficando mais intensas, fortes e sem limites. Então, aconteceu.
Robin e Aaron se entregaram aos seus desejos, mas de um modo tão profundo, que nenhum dos dois soube explicar ou entender o que aconteceu na hora seguinte. Os dois perderam a consciência, e aconteceu… Alguma coisa entre eles, muito alem do entendimento do seu amor recém descoberto.
Amor que ia durar muito, infelizmente, muito pouco.
Porque, as trevas nublaram a consciência de Aaron e apenas, o sabor e fragrância do sangue eram sentidos no ar.
O perfume da morte e imortalidade dava seus passos definitivos.
A quinze quilômetros, ao leste, um fato inexplicável ocorria.
Varias arvores foram derrubadas por raios e não houve registros de chuva leve, quanto mais tempestades de raios ou furações. Isso nunca foi explicado.
Algumas marcas indicavam ate mesmo, garras maiores do que ursos.
O Assassino enviado para matar cruzou o caminho de Waneska, a cigana romane. Eles tiveram um serio e mortal duelo místico, de conseqüências terríveis. Enquanto isso, a tragédia ocorria na velha casa, entre Aaron e Robin.
Waneska falhou na sua missão principal. Ela entrou em confronto com um inimigo inesperado e letal. Enquanto lutava com um oponente, grande como um urso… E maior que uma armadura, saída de um filme de ficção ou desenho animado. Sua pressa em impedir a tragédia, a fez ser ferida, com conseqüências muito sérias.
Saiu viva por pouco. Ficou ferida demais, e quase não se salvou. Viu um posto de gasolina e foi se arrastando ate lá, antes que desmaiasse, poderia morrer com aqueles ferimentos todos, e tinha quase certeza, que fora envenenada, mas as feridas recebidas por feitiços do inimigos, estavam muito mais feias.
O assassino estava ferido, machucado e com toda sua magia e poder, selado.
Seus feitiços seriam inúteis agora.
Ele amaldiçoou a Kaku, mesmo a sua vantagem, ela foi um problema, teve que usar toda sua pericia, para poder se esconder após ser selado.
A situação do encontro, o fez cometer erros. A Kaku estava numa forma espectral, como um fantasma, indo ate e direção da sua vitima. A inesperada vantagem da cigana, o fez usar feitiços muito fortes, usando sua vantagem, mesmo assim, a mulher conseguiu impedir sua missão.
Abandonou seu armamento, escondido, sentiu-se humilhado.
Voltou mancado a seu esconderijo, não poderia eliminar seu alvo assim, não com uma pequena, mas inconveniente e visivel fratura no pulso, iria demorar horas para reparar ela, com os seus recursos.
Seu alvo ganhou mais alguns dias de vida.
Ao menos, tirou do caminho uma inimiga em potencial e sabe o mais importante.
Quem era o garoto que tinha que morrer, sem duvida alguma.
E que deus tivesse piedade da sua alma. Ele não teria.
Capitulo 4 – SONHOS DE UM PESADELO REAL.
Aaron teve sonhos confusos, ele estava com Robin numa casa velha. Aos poucos o lugar foi ficando escuro, sombrio e gelado. Mantinha e não conseguia saciar a fome, aos poucos, um tipo de tristeza, uma sombra fria e triste tomava conta do seu corpo. Um sentimento que possuía sua alma, um desespero, um choque tão pavoroso quando, os piores pesadelos de morte, todos acontecendo ao mesmo tempo.
Ele não conseguia gritar.
O pânico e excitação foram aumentando. O ritmo foi ficando mais forte, quando veio o clímax máximo da sede, aconteceu. Aquela coisa vazia e fria tomou conta do seu corpo, da sua cabeça, o coração ficou gelado, os dedos pareciam de aço.
Cortando.
Sua voz foi sumindo e um urro ficou tomando conta. Era muito esquisito.
E aterrorizante. Ele sentia sua boca seca como um deserto, seus olhos quentes como um incêndio, quando viu, a mulher ofereceu sua garganta gentilmente, com amor e devoção, ele não teve duvidas e a atacou.
Então sentiu uma ansiedade crescer, os dentes salivarem e uma coisa tomar conta da sua cabeça.
Por algum impulso, Aaron tapou sua boca com violência, virou sua jugular e sentiu um prazer absoluto, maior que fome, sede, luxúria, delírio, desejo ou qualquer coisa, impossível ou racional para se descrever.
Seus olhos em pavor total e irracional, não foram controlados ou contrários a sua insana e cruel vontade.
Depois de algumas horas, Aaron acordou, estava no chão.
“Cara, que horas são?” – Procurou o celular. “O QUE? DUAS DA MANHÃ?”
Ele se encontrou com o peito nu, vestido da cintura para baixo, se levantou procurando suas coisas. “Minha mãe vai comer o meu couro, me fritar o fígado e servir com molho! Estou encrencado! Robin? Cadê você?”
Robin estava deitava e jogada no sofá velho. Aaron tentava se orientar, usando a luz das velas, preocupado e procurou sua camisa. Ele estava com problemas, se Wilber não tivesse cobrindo sua falta, seriam horas ouvindo uma bronca daquelas.
Ele chamou Robin enquanto se vestia.
“Robin! Vamos! A gente dormiu e perdeu a noção do tempo, vamos ter problemas com nossos pais se eu…” – Então, Aaron olhou para os pontos de luz… Quem foi que acendeu aqueles velas?
Aaron percebeu outras coisas estranhas. Robin estava muito quieta, achou esquisito estar somente de camiseta e não nu, achou e viu que seu celular estava quebrado de um modo engraçado e sua voz, estava esquisita quando falava.
E parece… Que Robin não respira-vá?
Um arrepio de pânico tomou conta dele. Algo não parecia bem.
Seria um trote? Ele parou, pensou e resolveu entender, porque ele parecia que tinha dado uma dentada no celular, quase destruiu o visor, muito ruim e não dava pra ver a tela.
Parecia ate mesmo, dentes de animal.
Descobriu da pior maneira que não eram presas de bichos.
Sua língua escovou seus caninos superiores e sentiu se formar, presas. Com muito medo, ele gritou um nome na sua mente. Seus dedos foram ate a boca para verificar. Algo pontudo fez um furo pequeno nas digitais. Como se fosse uma agulha.
Como se fossem dentes afiados.
O ar começou a falhar, ele sentiu seu coração batendo, se beliscou no braço e viu que não estava sonhando.
O desespero tomou conta quando ele percebeu que conseguir enxergar perfeitamente no escuro. Ficou perto de Robin.
A sua mente quase desabou, com a idéia de ver o pescoço dela.
Ele virou a cabeça dela e não teve coragem de olhar, mas seus dedos sentiram algo frio.
O coração não batia.
Teve que abrir seus olhos.
Robin não respirava!
Tinha uma poça de sangue brotando do pescoço dela.
O rosto dela, tinha a face do mais puro desespero.
Aaron tinha um gosto de ferro, doce, amargo, suave e ao mesmo tempo, nojento e vazio na sua boca, escorrendo, só agora que tinha notado que estava babando.
Não podia ser verdade. Engoliu em seco por reflexo e sentiu algo quente e gostoso descendo a garganta.
Era sangue.
Aaron levou algum tempo para aceitar a verdade.
Robin tinha uma dilaceração horrível no pescoço.
Eram dois… Buracos.
DOIS BURACOS!
Era evidente demais, sua voz ficou presa na garganta. Ele não conseguir entender como essa verdade era possível, revirou quase chorando e entrando em choque a bolsa dela, procurando furiosamente um espelho e o celular dela para ver melhor.
Achou o celular e ajustou a luz. Viu direitinho e iluminado o pescoço dela. Estava tremendo incontrolavelmente.
Tinha uma visão horrível, pior do que tudo sonhado em filmes de horror, estava com uma aparente, visão noturna. Usando a luz, teve que aceitar a verdade.
E dois detalhes tornaram a situação ainda pior.
Um cheiro e gosto, que Aaron se apavorou ainda mais, pois sabia que era o sangue de Robin, tinha um cheiro e sabor familiar no ar e na língua, se curvou, e lambeu o sangue que brotava so seu pescoço, tinha que saber se era o mesmo, não entendeu como teve estomago para essa atrocidade. Pensou com angustia.
“Cara, isso é uma brincadeira, só podia ser. Deus! TEM QUE SER.”
O sangue tinha um gosto familiar, como uma fruta que se gosta muito inconfundível.
Se levantou e usando as velas, ficou com mais luz, usou o espelho.
Os dentes eram dele.
Então percebeu que na pressa, sua camisa ficou molhada, não era suor, tinha vestido ela, so que coberto de sangue.
Seu peito estava coberto de sangue, sua boca estava suja, como uma criança faminta que comeu um mingau, mas não eram aveia e leite, era sangue e medo.
Usou o espelho novamente.
Um pânico irracional tomou conta de si mesmo, uma asca, temor e horror primitivos tomaram conta de sua cabeça, não podia ser verdade, era impossível.
Teve que aceitar a verdade da palavra que veio na hora, quando percebeu os dentes.
Vampiros eram coisas de lendas e mitologia.
Eram duas coisas irrefutáveis. Aaron começou a andar pela sala, desesperado e pensando no que fazer. E duas coisas eram uma verdade que não podia ser negada.
Primeira e mais horrível, Robin estava morta.
“Eu… Eu… Eu… Matei ela? Como?” – Sussurrava entre dentes.
Segunda e mais aterrorizante ainda, ele era o seu assassino.
“É impossível, como eu posso ser um monstro? Como? O que aconteceu aqui? Quem infernos colocou essas velas aqui? Que droga é essa?”
É era um vampiro.
Se vampiros eram coisas de ficção, era uma mentira descarada, porque aquilo parecia muito real. Aaron sem saber o que fazer, se encolheu num canto e começou a chorar.
Na sua ida a loucura, não percebeu que suas lagrimas, eram sangue.
Apenas olhava para Robin, morta. Um corpo sem vida. E seu assassino ao seu lado, mas o monstro, era ela mesmo. Uma vitima tão inocente quando a própria vitima, morta.
Morta.
“Alguém… Por favor… Me Ajude… O que está acontecendo… Oh meu deus…”
Ninguém escutou.
Quarenta minutos depois da fatal mordida, Waneska terminava sua luta com o assassino inesperado, machucada e com problemas sérios. Estava se arrastando para pedir ajuda.
Colocou o adversário para correr. Mas o custo foi muito alto.
Está impossibilitada de fazer muitas coisas é esta atrasada, a reencarnação aconteceu, sem sua ajuda.
O pior aconteceu.
Ela falhou.
Mas nem tudo estava perdido. Não ainda.
Não ia poder ajudar o escolhido, se não se ajudar primeiro. Waneska se arrasta ate um posto de gasolina, pessoas a vêem ferida. Ao ver que conseguiu ajuda, desmaia.
Seus últimos pensamentos foram que seu irmão estava de alguma maneira certo, ela devia ter levado alguns vampiros consigo e porque um simples reencarnado, iria despertar tanto interesse e oposição tão forte para irem tão longe, quem era seu inimigo?
Logo vieram as trevas.
===== …continua… =====