The Cure - Juntando os pontos!
Conheça a trajetória de umas das bandas mais emblemáticas e importantes do rock mundial de todos os tempos!

Em 21 de abril de 1959 nascia em Blackpool, Inglaterra, aquele que seria o líder de umas das maiores e mais importantes bandas de Rock do cenário mundial. Seu nome era Robert Smith. Com 16 anos, Robert forma a banda Malice que logo após viria a se chamar Easy Cure. Com ele, tocavam o guitarrista e tecladista Porl Thompson, o baixista Michael Dempsey, e o baterista (e depois tecladista) Laurence "Lol" Tolhurst; ainda com o nome de Easy Cure.
Em 1978 gravam as músicas Killing an Arab, Boys Don't Cry, Fire In Cairo, It's Not You e 10:15 Saturday Night. Levam a fita demo para várias gravadoras e Chris Parry, diretor artístico da Polygram inglesa, se interessa e posteriormente resolve produzir o primeiro single da banda. Assim, a banda, agora sem Porl Thompson, muda o nome para The Cure e Parry passa a empresariar a banda. Em 1979, enquanto faziam várias apresentações agendadas por Parry, o Cure começava a produzir aquele que seria o seu primeiro álbum: Three Imaginary Boys.
No segundo álbum, Seventeen Seconds (1980), a banda começa a ter um significativo avanço na técnica de estúdio. Neste álbum, o acompanhamento sutil dos teclados, em arranjos de estrutura minimalista, contribui na construção de uma atmosfera já um tanto sombria e depressiva que os caracterizaria daí pra frente. A música A Forest impulsionou as vendas do álbum em todo o mundo e a banda arrisca a sua primeira turnê mundial. Todos os discos desde então apenas viriam a confirmar a popularidade crescente. Dando continuidade com a mudança sonora, o terceiro álbum, Faith (1981), e o quarto, Pornography (1982), marcam a fase mais sombria do Cure refletindo um período muito conturbado de Robert Smith, perpassado por problemas com drogas e principalmente alcoolismo. As letras são muito tristes e os arranjos expressam toda a depressão de Robert.
Após essa fase conturbada, o Cure volta com uma proposta mais pop e um tanto quanto psicodélica. Smith já estava cansado dos discos estarem atraindo platéias cada vez mais raivosas e depressivas. Assim, esse tempo resulta num EP chamado Japanese Whispers (1983), com as clássicas The Walk, Lovecats e Let’s Go To Bed, basicamente eletrônicas. Em 1984 é lançado The Top, considerado pela crítica como o melhor trabalho do Cure até então, ao contrário de Bob Smith, que o considerou o pior disco, por problemas de mixagem. Esse disco, mistura psicodelia, pop de boa levada e aquele toque soturno bem dosado.
O ano de 1985 foi marcado por uma virada na vida do Cure. A banda parou de consumir drogas e teve uma de suas melhores fases com o sucesso do disco The Head on the Door. Um álbum pop, em que a depressão dá lugar a uma leve melancolia.
O ano seguinte foi o da consagração da banda. Lançaram a coletânea de singles Standing On The Beach que teve seu nome posteriormente mudado para Staring At The Sea. Através deste álbum estouram em todo o mundo, fazendo dezenas de shows.
Em 1987, a banda passa semanas de reclusão em uma mansão campestre isolada do público, para começar a compor e ensaiar as músicas do próximo disco, Kiss Me Kiss Me Kiss Me. Lançado no dia 5 de maio de 1987, o disco trazia 17 faixas e alguns dos mais belos momentos da carreira do grupo.
Em 1989 a banda lança o disco Disintegration. Tido para muitos como o álbum mais importante da banda, apresentava uma sonoridade bastante peculiar através do uso de um baixo de seis cordas e arranjos bem elaborados e extensos, resultando em um disco melancólico, triste, mas bonito. Para muitos o disco significava o fim do Cure.
Em 1992, Wish coloca o The Cure de volta nas rádios com a canção pop Friday I’m In Love. Assim, eles voltam a excursionar pelo mundo numa gigantesca turnê, tocando em espetáculos lotados, onde quer que fossem. Através do "Wish Tour", eles gravam em 1993, os discos ao vivo Show e Paris. Depois de muita espera, em 1994 termina o processo movido por Laurence Tolhurst, tendo resultado a favor de Robert Smith e da gravadora Fiction Records. Em 1996, o disco Wild Mood Swings é lançado assim que a banda retorna à Inglaterra depois de uma longa turnê. Logo depois, o Cure parte para uma nova turnê, a "The Swing Tour", que teve mais de 100 apresentações ao redor do globo.
Em 2000 é lançado oficialmente Bloodflowers, que na opinião de Smith, foi o disco mais perfeito lançado pela banda. Na época houve diversos rumores de que este seria o último trabalho do Cure, mas (felizmente) isso não se concretiza posteriormente. No ano de 2004, após lançar no começo do ano o box set Join the Dots, a banda lança em junho o sucessor de Bloodflowers, intitulado simplesmente The Cure. O álbum acaba sendo elogiado pela crítica, com canções sombrias, atmosféricas, mas que não deixam de lado a veia pop do Cure. Os destaques são para End of The World, e também para as belas Lost e Before Three.
Em 2008, a banda passou a disponibilizar um single por mês a fim de despertar a curiosidade dos fãs. Finalmente, em outubro, é lançado oficialmente o décimo terceiro álbum da carreira. 4:13 Dream traz 13 faixas inéditas que não se propõem a inovar ou modernizar a identidade da banda. Este é um trabalho que ratifica o estilo Rock/Pop consagrado sem que, no entanto, seja repetitivo. De qualquer forma, um disco novo do The Cure é sempre um evento que, no mínimo, merece atenção dos velhos e novos ouvintes.
O The Cure foi, sem dúvida, uma das bandas mais importantes da década de 80. Responsáveis por grande parte dos hits dessa época, o grupo ainda continua fazendo história, mais de 25 anos após o lançamento do primeiro álbum. Com o lendário Robert Smith, o único remanescente desde o início, a banda ultrapassa os limites de qualquer rótulo que já tenha sido enquadrada e continua agradando a todos os adoradores do bom e velho Rock'n Roll.
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