Capitulo 12 – CHIFRES, ASSAS E OS PEQUENOS ELEMENTAIS.
Capitulo 12 – CHIFRES, ASSAS E OS PEQUENOS ELEMENTAIS.
Aaron fica tão espantado que esqueceu de tudo. Fome, sede, problemas, seu homicídio e o sinal do começo das aulas.
“AARON! ACORDA! O SINAL IMBECIL! VAMOS!” – Rob surge correndo e praticamente atropelando o amigo.
Ele ainda esta absorvendo a informação. Viu algumas pessoas com algum tipo de sinal ou algo assim, parecia um tipo de fantasma. Tonny e Sarah tinham uma cauda de gato ou algo assim, Agnes tinha orelhas e um cabelo brilhante fascinante e Joane tinha um terceiro olho, aquilo foi verde? Como uma morena de olhos esmeraldas tão simpática, podia ter outro olho, alem dos castanhos-caramelos, só que bem no meio da testa?
Só faltava o que? Chifres no Rob?
“Você vem ou não vem cara?” – E não é que não falta mesmo? Aaron olha bem para o amigo, que resolve não esperar e nota um protuberante chifre bem no meio da testa. Se ele tinha alguma noção que tava ficando maluco, agora não tinha duvidas. Mas vários alunos ele não viu nada, devido a multidão, conseguiu identificar algumas coisas de criaturas daqueles filmes de elfos e monstros em varias pessoas, conhecidos ou não. Se ele não era um vampiro, era o que?
Ou pior. Será que estava começando a ter conhecimento de alguma coisa secreta? Foi ate a sala de aula, tentando não se distrair com aquele monte de pessoas esquisitas. Foi em silencio para sua mesa. Logo Tonny veio para o interrogatório habitual, Aaron estava tão distraído com essas novas descobertas que quase não prestou atenção no colega.
“E então irmão? Quer falar? Sem pressão?”
“Tonny... Eu pareço esquisito de alguma forma... Diferente?”
“Bem. Considerando que você se deu mal, ate que não. Mas você parece perdido, isso é um fato!” – Aaron começou a se incomodar com aquela cauda balançando, era chamativa demais. Mas resolveu ficar quieto, já tinha preocupações demais. E quem ia acreditar?
“Olha, deu tudo errado mesmo eu e a Robin.” – O peso desse nome era quase insuportável, mas sua tristeza e depressão entraram em choque depois daquelas visões, era difícil, mas continuou em frente. “Então, pelo menos dessa vez, sem piadas e comentários idiotas okay? Pode me ridicularizar o quanto você quiser pela Allice, mas me deixa quieto pelos próximos dias, eu te pago se for o caso!” – Já estava rindo nervoso, para não chorar de ressentimento.
E aquela cauda já estava irritando.
“Tudo bem. Você não esta bem, sem problemas. Ao menos LEMBROU de fazer a lição de história?” – Simplesmente deu de ombros, quem iria ter cabeça para historia, quando o seu maior problema, é um assassinato?
Tonny toma o seu lugar na sala, o professor chegou e o seu dia ficou ainda mais revoltante! O professor mais mal-humorado da escola inteira, tem... Assas de anjo? Droga de visão estúpida!
“Bom-Dia classe. Então, a minha genialidade e brilho são demais para alguns alunos aqui, não é senhor Heights? Porque os óculos escuros? Posso saber?” – Aaron não tinha notado que fez isso, para tentar cobrir aquelas assas das costas do professor. Era demais um chato daqueles, com um belo e vistoso par de assas brancas e imensas, com aquelas.
“Não senhor Dalton, é conjuntivite. O senhor não iria querer o idiota aqui passando doenças pro pessoal, estou certo?” – Havia algo acido e pesado na sua voz, o professor olhou bem e começou sua aula, todos olharam para ele, como era complicado isso. Algum tempo depois, veio o abençoado toque de intervalo. Aaron saiu da sala sem falar com ninguém.
A desculpa do olho foi o suficiente para não precisar fazer educação física. Ficou apenas anotando números dos colegas fazendo atletismo. Manteve os óculos escuros no rosto. Um tempo depois, a professora mandou ele levar uma cesta de aparelhos para o ginásio. Esforço físico ajuda a não pensar, mas não olhar aquelas miragens e pensar, estava muito difícil.
Com um pouco de esforço, levou a cesta para o ginásio, resolveu ficar olhando para as arvores a toa. Pensando em não pensar absolutamente nada, nem culpa, nem razão. Então começou tudo de novo.
Observando alguns pássaros, se prendeu a um casal que estava numa mureta. De repente, os dois começaram a PEGAR FOGO DO NADA, FICARAM EM CHAMAS! Segundos depois, eles começaram uma revoltosa luta no céu, fazendo uma trilha de fogo e criando faíscas! Era simplesmente muito bonito e inconcebível! No meio daquele vôo, o fogo apagou e ficaram voando, deram uma guinada para leste e sumiram da sua visão. Ao prestar atenção em outros pássaros, alguns também tinham um tipo de efeito especial de fogo. Mas com cores, alguns azuis, outros dourados e outros ainda negro, era um fogo colorido e inconstante.
Aaron não estava duvidando de mais nada. Mas pássaros?
Algumas flores estavam na época de colheita de pólen, não tinha como não ver. Algumas abelhas brilhavam como efeito de choque elétrico e deixavam uma trilha de luz dourada muito linda. Ao seu redor a vida tinha uma visão muito diferente. Eram passados que pegavam fogo, abelhas que brilhavam, um cachorro solitário tinha um pelo que parecia uma carapaça, um beija-flor se alimentava naqueles potes que imitam uma flor e colocam água e açúcar, ele parecia um arco-íris, brilhando e mudando de cor ininterruptamente.
E as borboletas, na trilha do seu vôo ficava um tipo de manchas coloridas e que pareciam gelatina. Era um espetáculo muito bonito e rico, Aaron jurava que estava quase sentindo o cheiro desses efeitos.
“Claro, eu começo a ver o mundo assim, poético? Mas o preço não compensa.”
Voltou para a aula de educação física. Fechou sua mente para tudo agora, não falou com mais ninguém durante o dia e voltou sozinho para casa. Passou no mercado e pegou seu jantar de carne crua bem sangrenta. Iria experimentar cebola com molho mexicano e pimenta. A fome começou a dominar sua mente e resolveu apreciar o cheiro da sua carne. Fartou-se e não falando nada alem do necessário com a família, foi deitar. Pensou em Robin e resolveu dormir.
Mas aquelas imagens, seus amigos e conhecidos parecendo seres de mitologia e fantasia, nada, do pouco que ele conhecia, fazia sentido, a sua escola ser um refugio de anjos, orelhudos, como era o nome? Gnomo? Elfo!
Tinha visto o filme do Senhor dos Anéis. Era isso, um elfo. Isso tudo junto com pessoas com olhos na testa, chifres e assas? Fora os efeitos de fogo e luz dos insetos e pássaros das arvores perto do ginásio. Eram fascinantes e lindos.
A única certeza que ele tinha, era que estava sozinho e pelo visto, até agora não sabia se era somente um vampiro, tinha que ter algo a mais. Senão, porque tinha visto essas coisas? Era impossível ser um Bruxo, eles não bebem sangue.
Ou bebiam?
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