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O que devemos a Hedy Lamarr sem saber...
Escrito por Celso Ricardo Palmiere
A bela atriz do cinema noir, escondía muito mais do que apenas um rosto bonito!

Também engenheira eletrônica, patenteou em 1942 (junto a George Antheil) o Frequency-Hopping/Spread-Spectrum, uma forma de manipular e difundir dados à distância por ondas de rádio. Tão à frente de seu tempo tecnologicamente que ele só pode ser posto em prática décadas depois, durante a Crise dos Mísseis de Cuba.O Spread Spectrum tornou-se a chave para a humanidade chegar às comunicações digitais da atualidade. O pontapé para termos agora o telefone celular, fax, Wireless Wi-Fi (WLAN), etc.
Muito além de um rosto bonito, não abandonou a carreira cinematográfica para se dedicar à ciência. Teria demonstrado interesse em se associar ao Conselho Nacional de Inventores, mas foi aconselhada de que faria muito mais pelos esforços antinazistas se usasse seu status de celebridade para angariar fundos.
Conforme lembra o Famous Women Invetors, como no caso de várias inventoras, Lamarr recebeu pouco reconhecimento pelo talento inovador. Apenas em 1997, três anos antes de morrer, é que as coisas começaram a mudar.
Ela e Anthiel foram homenageados com o Pioneer Award da Electronic Frontier Foundation (EFF). No mesmo ano se tornou a primeira mulher a ser agraciada com o BULBIE Gnass Spirit of Achievement Award, prêmio de prestígio científico considerado "O Oscar das invenções".Outro fato curioso de sua biografia é que seu rosto tornou-se conhecido também na década passada. Inadvertidamente o CorelDraw usou a imagem da atriz no splash e em cartazes para promover sua versão 8.
A estrela de Sansão e Dalila (de Cecil B. Demille), maior bilheteria de 1949, acionou a empresa judicialmente. O acordo, que não foi revelado, proporcionou á Corel continuar a usá-la com exclusividade por mais cinco anos.
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